[Domingo, Agosto 26, 2007]
thecremildos.jpg
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Amber
às 10:23 AM
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[Quarta-feira, Novembro 15, 2006]
Então, pensem comigo. Que diabos é isso?
Simples:
JUJUBAS + U2 = JULIANA
Sim, Juliana Juzaum Juséba Jubicreuza Jubiléia Jujubão, TORROU-ME A PACIÊNCIA PARA POSTAR AQUI ONE MORE TIME.
Então, o que fazer? Postar, é claro. Ela manda.
Aproveito para abrir o blog ao público, quem quiser postar qualquer macaquice aqui, fique a vontade. O blog é de todos. Mas hoje, ele é só da Ju =]
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Amber
às 5:34 PM
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[Sexta-feira, Setembro 22, 2006]
E nem me importa que mil raios partam qualquer sentido vago de razão
Os colegas da sala de aula me vigiam minuto a minuto, e nem viajar posso mais. Olhar sem nada ver, inflar as bochechas e apertá-las com o dedo, roer a caneta. Não posso mais. Que frágil que sou! Eu viajo e os meus amiguinhos me despertam com risos, e eu sou frágil! Posso despertar e cair da cadeira, quebrar um osso. Tão, tão frágil!
_Olha a Cecília viajando! xD
_Não tava viajando, animal.
_Tava sim, não mente não, eu sei taa-aa-va!
_As pessoas são tão fraquinhas, não é? E se cair uma árvore em cima de mim um dia? Duas árvores! Que se dane o nazismo, o imperialismo e o senso comum! Muito mais provável que uma árvore caia sobre a minha cabeça. Parece terrível, não parece? Meu psicólogo disse que não posso queimá-las, os ecologistas me queimariam primeiro. Imagino que em uma sala fechada, para não poluir o ar. A atmosfera é tão frágil.
_Cecília..
_Ahn?
_Não seja tão panaca, árvores só caem na primavera.
Eu ando doidona minha gente. E tão frágil. Mas penso, afinal, em quantas mansardas e não-mansardas do mundo, não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
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Amber
às 8:49 PM
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[Sábado, Agosto 19, 2006]
Je veux du nucléaire
Depois do estrago em Hiroshima e Nagasaki todos passaram a respeitar a energia nuclear, não é?
Vocês podem dormir todos os dias, mas camaradas, e se cair uma bomba atômica em suas residências?
Eu acho que a coisa mais potente do mundo todinho é a energia nuclear, uma salva de palmas por favor!
E então eu comecei a procurar sinônimos para tudo que é potente, que é nuclear na minha vida bandida.
Diria que de todas as comidas, a mais nuclear é o strogonofe.
De todos os sucos, o mais nuclear é o de manga.
The Doors é nuclear, Jim Morrison sempre foi uma bomba.
O Chile ainda vai ser nuclear.
Laranja, tobogã, eurochannel, línguas estrangeiras, brincos, celular, são todos nucleares.
E nem faço questão de mais nada, ando aborrecida. Era melhor ter pesquisado sobre as jujubas mesmo, não é Ju? =]
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Amber
às 4:12 PM
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[Terça-feira, Julho 25, 2006]
Arquivo Exame de Sangue
Estou de férias. Pois então né. Terça, 6h da manhã alguém me sacode. Abro um olho de cada vez, somente pra enxergar o rosto amassado da minha mãe, que continua me sacudindo:
_Acooorda! Você tem que ir fazer seu exame de sangue Cecília!
Ah é. Tenho um exame de sangue pra fazer. Rotina, um check up básico. Antes de sair, ainda penso em comer um pedaço de pão de propósito, para acabar com o jejum obrigatório de 12h, sabotando meu exame. Mas aah, já levantei mesmo, não é?
Meia hora depois estou no hospital. Entro na sala de recepção e sento-me ao lado de uma moça que havia chegado um pouco depois de mim, mas que havia se sentado primeiro. É, eu sou lenta mesmo. Às vezes me arrasto. Mas continuando...
Uma das luzes da saleta está apagada, e eu imagino mil e um motivos para tanto. Então a enfermeira atendente, como que para satisfazer meu olhar curioso, sussurra:
_A luz queimou. Estamos trabalhando a 'luz de velas' haha.
Ah, então é isso. A luz queimou. Faz sentido. Depois de assinar alguns papéis, sigo para uma outra sala de espera. Com todas as luzes funcionando, noto.
Então uma vozinha chama o Sr Luís Antônio. O Sr Luís Antônio levanta-se, agarrado na mão da mãe. O Sr Luís Antônio não deve ter mais de 7 anos. E começa a chorar desesperadamente. Grita, se agarra na cadeira de espera. A mãe luta bravamente, escapa de um pontapé, segura o moleque pelo gorro da blusa de frio, e o arrasta até a sala de exames.
Começam então os soluços, seguidos de berros:
Nãão mãããe.. eu nããão queeeero! Nãão!
E eu começo a entrar em pânico. Pois é. Lembro de quando era criança e fugia de todas as vacinas e exames. Nada me assustava mais do que uma agulha, uma injeção. Eu amaldiçoava tooodos e me perguntava por que Deus, por queeee eu não podia tomar vacina em gotinha? O Zé Gotinha estava lá no cartaz, não estava? Sorrindo, não é? Tenho que ficar calma. Já tomei trocentas vacinas e já fiz vários exames de sangue ao longo desses anos, é só uma picada, não dói. Mas o Sr Luís Antônio não para de chorar...
De repente passa uma enfermeira...
Depois outra.
Logo, mais outra...
E outra.
Pronto. Quatro enfermeiras seguram o senhor Luís Antônio, e finalmente retiram sangue do moleque. Permaneço alguns minutos tentando me controlar, pego uma revista Veja de 2005, folheio-a, nada me chama a atenção, a enfermeira atendente entra na sala, abre um armário, retira uma lâmpada nova, sorri, sai da sala de espera, e lá vem o Sr Luís Antônio choramingando com a mãe dele...
_Eu vou te moooorder! Não gosto mais de vocêêê mããe!
Sou obrigada a dar uma risada. Penso, é a melhor coisa a se fazer nessas horas, não?
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Amber
às 9:07 AM
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[Quinta-feira, Julho 20, 2006]
E Itaipava tira o meu sono...
Itaipava é uma vila de pescadores no sul do ES. Talvez eu esteja sendo injusta. Lá tem filial do Banco do Brasil e uma Lan House. Vale dizer então que Itaipava é uma cidade zigoto.
E eu passei muitos verões lá, na casa dos meus avós paternos.
Eu amava tanto o mar, e só saía quando todos os meus dedos estavam enrugados e o meu pai me chamava de Mineira, que nunca viu praia na vida ¬_¬
Eu jogava futebol de sabão com meus primos, brincava de luta dentro d'água com meu irmão e monopolizava a única prancha de body boarding. Devíamos ter merda na cabeça, só pode.
Não sei exatamente quando foi que deixei de gostar... mas a coisa toda foi perdendo a graça e eu passei a brigar com meus pais pra não ir pra Itaipava durante as férias. E faz quase 2 anos que não piso lá...
Acho que vou ficar maluca mesmo. Já sou quase uma Quasímoda autista. Cacete, a coisa tá feia. Itaipava, melancias, livros, bicicletas, TUDO me tira o sono e me incomoda e me assombra. Gaaah. Que saco. Tô a ponto de tirar a roupa e sair correndo gritando hexa brasiiiiiiiiiiiiil! até rachar a cara em um poste. Não, isso não. Mas ah, malditas e malvadas obsessões, PRO DIABO QUE AS CARREGUE, POORRA.
mercy =)
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Amber
às 3:45 PM
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[Domingo, Julho 02, 2006]
E as melancias tiram o meu sono...
Eu tive um sonho muito estranho essa semana. O estranho, de fato, é que eu me lembro do sonho. Isso raramente acontece.
Eu estava na casa de praia da minha avó, esperando minha carona para ir para a escola, quando nesses lances mágicos que só acontecem nos sonhos, vi-me em meio uma enorme plantação de melancias. Parecia um manguezal de melancias. Era um cenário bem pitoresco, e eu pulava elegantemente entre as melancias, como se eu fosse Alice no país das maravilhas. Melancia vai, melancia vem, acabei me perdendo.
Eu corria, olhava para os lados, e não achava a saída. Acordei assustada. Não dormi o resto da noite.
Uma noite de sono desperdiçada por causa de uma fruta composta basicamente de água (cerca de 97%), com sabor adocicado e que pode auxiliar no tratamento de problemas das vias urinárias, problemas intestinais e nos problemas do aparelho respiratório. As malditas melancias.
Nunca fui muito fã, mas quando criança sempre comprava picolé de melancia e minha mãe gritava da cozinha: quer aparecer cecília? Enfia uma melancia na cabeça e sai rodando.
Hoje sinto fobia de melancias. Pena.
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Amber
às 6:57 PM
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[Quinta-feira, Junho 15, 2006]
Humanos, demasiado humanos
_Não coma tanto queijo! Comer muito queijo tira a memória, sabia?
_Mas papai, se comermos muito presunto a memória volta?
_Não.
_Tem certeza?
_Não.
_Ah...
_Mas não discuta comigo. Sou seu pai e já tenho uma certa sabedoria.
_Sabedore-me então.
_Sabia, por exemplo, que quem, pela manhã bem cedo, ouvir cantar o cuco, não morre nesse ano?
_Temos um cuco em casa?
_Temos um colibri.
_Podemos fingir que é um cuco?
_Posso continuar? ¬¬
_Ah sim, claro claro. Estou a serviço de sua sabedoria papi.
_Depois da meia-noite é perigoso passar por um cruzamento: é lugar de encontro de bruxos e bruxas.
_SANTO DEUS! POSSO VER O HARRY POTTER NESSE LUGAR? *.*
_Não conheço o sobrenome. Ele é estrangeiro?
_Muito estrangeiro pai. Estrangeiríssimo. Mas prossiga...
_Então. Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. Nesses casos, vá dizendo o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: o sujeito irá morder a própria língua.
_Se o cara tiver perdido as orelhas no Vietnã, o nariz dele que esquenta?
_É possível. Já ouvi boatos em que o nariz esquentou, ao invés da orelha. Mas é comum somente na Costa do Marfim.
_Pai...
_Que?
_Onde fica a Costa do Marfim?
_Sete mil léguas a leste da China. Aliás, sabia que os chineses acreditam que varrer uma casa, especialmente no Ano Novo chinês, afasta a sorte?
_Podem usar aspirador de pó?
_Você não está se concentrando.
_Desculpa. Acho que vou dormir.
_A propósito, não é bom dormir com as portas do guarda-roupa abertas e nem com os chinelos virados com a sola para cima.
_Perdi meu chinelo.
_De novo?
_Não é minha culpa. Os chinelos se escondem de mim, o que posso fazer? Boa noite pai.
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Amber
às 12:09 PM
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[Segunda-feira, Maio 29, 2006]
Entre na fila e siga as instruções a seguir:
1 - Abra o Google (grande pai google, devíamos louvá-lo de lua em lua) (foi só um comentário, ignorem)
2 - Digite 'A Muralha da China', e clique em Pesquisar.
3 - Observe o 3º resultado.
Leu?
Talvez você, cidadão ocidental, acostumado a comer Big Macs ou o churrasco de domingo, a assistir novelas e filmes hollywoodianos, não sabe que:
A Muralha da China não é uma estrutura contínua;
não possui 2 mil anos;
e NÃO É VISÍVEL DA LUA.
E desde pequena eu sonhava em pular a Muralha da China, a tão poderosa Muralha da China, e dizia a mim mesma que, uma vez na lua, a primeira coisa que eu veria seria a Muralha da China, a muralha que eu pulei. Chamaria meu companheiro, cosmonáuta coronel Karamosov (nome hipotético irmãos) e diria: cara, vê aquela muralha lá? já pulei!
Meu sonho, mais uma vez, foi destruído por conceitos errôneos. Crianças do meu Brasil Baronil, a vida pode ser cruel, e nem toda muralha é o que parece...
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Amber
às 7:29 PM
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[Sábado, Abril 22, 2006]
Tenho 632 músicas em formato mp3 no meu computador.
Acho que escuto a metade. Talvez um terço da metade.
Sabem a sensação de desconforto que dá quando você abre sua pasta, lê 'Gilles Peterson-I Am The Black Gold Of The Sun 2.mp3' e se questiona:
_que porra é essa? oO
_eu baixei isso? oO
_quando? oO
E nem a coragem de deletar eu tive. Vai saber.
O ser humano é todo amarrado mesmo, adora se precaver, tem uma dificuldade exorbitante de se desfazer das coisas. Há sempre a chance, mesmo que mínima, de precisarmos dessas coisas no futuro, blá blá blá.
Mas sou quase uma campeã. Aos 3 anos, com a cara e a coragem, joguei minha chupeta fora \o/
E essa música desconhecida? Questão de tempo.
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Amber
às 12:32 PM
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[Domingo, Abril 02, 2006]
Pode entrar! Fique a vontade para tirar ou não o chinelo.
Eu sempre gostei de andar sem chinelo.
E minha mãe sempre aproveitou a chance para me contrariar:
Cecília, minha filha, coloca a sandália!
Não digo que seja sempre, mas não ando mais descalça nessa vida bandida. Nunca se sabe o que pode acontecer. Mamãe sempre tem razão.
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Amber
às 2:48 PM
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[Domingo, Março 12, 2006]
Ano: 2006 [detesto anos pares]
Status: Baixo ao extremo
Mania Peculiar: Subir e descer escadas.
----Por isso dizem que opostos se atraem. [Glícia no comando ~*]
=§ Cof, cof, cof. Atenção por favor, poeminha bonitinho aqui.
"Cecília cara de ******
Você realmente é laranjão
Vou escrevendo riminhas bonitinhas
Pois o dia está muito chatão
A Cecília é preguiçosa
e também muito dengosa
fica o dia todo em casa
e quando sai é pra assistir jogo do CTE [UHAUhauhuAHAuh]
Não ria deste textinho
Porque ele é muito serinho
Faço na aula de biologia
com muita alegria
Será que não gosta de mim?
Ah, gosta de mim sim!
mesmo eu sendo pescadora
e tendo cara de pudim!
Vou terminar falando
já que a folha está acabando
que eu te amo de montão
do fundo do meu coraçãozão!"
ahhh! Muito lindo,
mais que especial,
importante ao extremo e..
e..e..ah! é muito pra minha imaginação!!
P.S.: Só pra não dizerem que é uma minina doida obcecada por PC.
Sim sim pessoinhas! Ela SAI ** .
Beijo. Te Amo.
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Amber
às 3:58 PM
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[Segunda-feira, Janeiro 02, 2006]
Ano: 2006 (ótimo, adoro anos pares!).
Status: Sem status.
Mania peculiar: Rodar sem parar em torno da mesa da copa enquanto escuto música.
*
_O escritor alemão Wolfgang von Goethe escrevia em pé. Para tal, mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.
_Beethoven despejava água gelada na cabeça antes de criar suas músicas. Acreditava que isso estimulava o cérebro.
_O compositor alemão Richard Wagner não comprava passagens para viajar. Simplesmente usava carruagens alheias, pois achava que as pessoas lhe deviam, além de reconhecimento, favores. Afinal, era um gênio.
_O produtor de filmes norte-americano Howard Hughes evitava estender a mão para cumprimentar as pessoas por excesso de higiene. Pensava que poderia se contaminar. Vivia lavando as mãos, compulsivamente, o dia todo.
_O escritor brasileiro Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa a fim de que ninguém os tirasse do lugar.
_Antônio Fagundes durante muitos anos só usou cuecas vermelhas. Adotou o hábito depois que alguém lhe disse que vestir peças íntimas dessa cor trazia sorte no amor.
_Clint Eastwood tem hábito semelhante: só usa sunga vermelha enquanto roda seus filmes.
_O ator norte-americano Rock Hudson só levantava da cama com o pé esquerdo, porque, como era canhoto, acreditava que sua sorte estava desse lado.
_Frank Sinatra costumava comer um prato de espaguete ao sugo no café da manhã, em vez dos tradicionais alimentos matinais.
*
Viu? Narre suas manias, por mais esdrúxulas que possam ser. Comece o ano se tornando um gênio!
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Amber
às 2:47 PM
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[Sábado, Dezembro 17, 2005]
Aula de Física, segunda-feira, 11:20AM, Glícia, Eu, e o Papel:
E existem pessoas que não gostam de ir para escola! Fala sério...
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Amber
às 7:13 PM
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[Sábado, Novembro 26, 2005]
Aconteceu de novo e vai passar. Não há motivo para desespero, suor excessivo, dentes batendo uns sobre os outros, ou qualquer pensamento: Já estou louca? o.O
Mais uma vez acordei decida a mudar de vida, a buscar minha espiritualidade, a fazer coisas que quero, descobrindo primeiro o que quero e a partir daí, atingir meu nirvana.
A primeira coisa que eu fiz foi subir no morro aqui perto. Há muito tempo eu não fazia isso. Por que eu fiz? Vontade de ser excêntrica ou falta do que fazer (entendam, eu estava levando tudo muito a sério, mudar de vida e etc).
Uma vez no topo do morro eu pensei: O que será que a vizinha lá de baixo, que me viu subindo, vai pensar? Afastei esse pensamento com outro clichê aconchegante: Não devo satisfação a ninguém e não me importo com o que pensem de mim!
Pensei em começar então pela vista:
_Minha casa parece do mesmo tamanho. Pensei que daqui de cima eu a veria menor.
_E aquela torre da internet a rádio ali! Poxa, se ela estivesse um pouco mais a direita o sinal chegaria até minha casa.
_Os vales ali embaixo são bonitos. Uns currais, boizinhos, verde, mais verde. Eu gosto da natureza? Sim, é claro que eu gosto.
Então avistei o buraco, um enorme sulco, onde um mendigo dormia há anos atrás. Lembrei que eu e outras crianças subíamos lá para empinar pipa, e uma vez levamos um susto com o mendigo, que se tornou nosso monstrinho particular. Decidimos investigá-lo, com toda aquela curiosidade infantil. Nós o chamávamos de Fumante Cagão. Lembrei de tudo isso e me perguntei: Será que ele ainda dorme ali? Se eu vou mudar de vida, se já estou mudando de vida, não seria conveniente que eu fosse até lá e dissesse o-l-á? E fui. Com muito medo, com o corpo gelado pingando de suor. Não havia ninguém lá.
Não sei o que se passou depois. Não lembro. Posso ter pensado: Ufa! ou Poxa! Cabe a vocês decidirem qual emoção se encaixa melhor em mim.
Desci o morro com cuidado, a terra estava barrenta e úmida, cumprimentei a vizinha com um breve sorriso e quando ela perguntou: tudo bem?, respondi com um sinal de joínha. (y)
Entrei em casa e fui ler o jornal, certa de que minha vida estava mudando mesmo.
:: postado por
Amber
às 2:29 PM
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